//periodicos.ufca.edu.br/ojs/index.php/folhaderosto/issue/feed Folha de Rosto 2026-10-20T08:50:07+00:00 Maria Cleide Rodrigues Bernardino cleide.rodrigues@ufca.edu.br Open Journal Systems <p>A ‘Folha de Rosto: Revista de Biblioteconomia e Ciência da Informação’ é um periódico científico publicado pelo Programa de Pós-Graduação em Biblioteconomia (PPGB), através do Mestrado Profissional em Biblioteconomia, da Universidade Federal do Cariri (UFCA). A publicação tem por objetivo divulgar trabalhos inéditos que representem contribuição científica para o desenvolvimento de novos conhecimentos na área de Biblioteconomia, Ciência da Informação e áreas afins.</p> <p>As <strong>submissões</strong> para a Folha de Rosto: revista de Biblioteconomia e Ciência da Informação <strong>são em fluxo contínuo</strong>.</p> <p><strong>Periodicidade:</strong> Quadrimestral</p> //periodicos.ufca.edu.br/ojs/index.php/folhaderosto/article/view/1512 Entre memórias e decolonialidade: 2026-10-14T00:53:54+00:00 Anna Caroline Corrêa Mendes anna.mendes@ufma.br Anna Júlia Aires Mendes anna920379@gmail.com <p style="text-align: justify;">A presença do patrimônio afro-brasileiro em espaços de memória e informação, como bibliotecas públicas, é essencial para a valorização da cultura afrodescendente e a promoção da diversidade. No Brasil, marcado por desigualdades raciais históricas, essas instituições têm potencial para difundir conhecimentos sobre a cultura negra e promover uma reflexão decolonial por meio de seus acervos e ações culturais. Este estudo investiga, sob uma perspectiva decolonial, a presença do patrimônio afro-brasileiro nas bibliotecas públicas Benedito Leite e José Sarney, em São Luís (MA), estado cuja população é composta majoritariamente por pessoas negras (79%, segundo o IBGE). A pesquisa, de caráter documental, qualitativo e exploratório, envolveu o mapeamento das bibliotecas, análise de catálogos e observação in loco, buscando identificar a presença de obras, documentos e ações voltadas à valorização da cultura e patrimônio afro-brasileiro. Constatou-se que a Biblioteca Municipal José Sarney desenvolve atividades culturais frequentes relacionadas à temática negra e possui seção específica de literatura étnico-racial, com autores(as) negros(as) e indígenas, além de uma equipe sensibilizada para questões afrocentradas. Já a Biblioteca Pública Benedito Leite apresenta um acervo relevante, com obras de Maria Firmina dos Reis, Conceição Evaristo, Carolina Maria de Jesus, entre outros, contribuindo para o fortalecimento da memória e representatividade negra. Ambas as instituições evidenciam avanços na inclusão e democratização do acesso à informação, reforçando o papel das bibliotecas na preservação da memória e na promoção da equidade social, essenciais para a (re)construção da identidade e da ancestralidade afro-brasileira no Maranhão.</p> 2026-10-13T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2026 Folha de Rosto //periodicos.ufca.edu.br/ojs/index.php/folhaderosto/article/view/1513 Aquilombamento e Afroempreendedorismo na Biblioteca Pública 2026-10-14T01:09:26+00:00 Maurício José Morais Costa mauriciojosemorais@gmail.com Anna Caroline Corrêa Mendes anna.mendes@ufma.br Maria Cleide Rodrigues Bernardino cleide.rodrigues@ufca.edu.br Kláutenys Dellene Guedes Cutrim kdguedes@gmail.com <p>Analisa-se a contribuição da Biblioteca Municipal José Sarney (BMJS), em São Luís (MA), para o desenvolvimento do afroempreendedorismo por meio da Expo BF Preta, ação realizada na comunidade do Bairro de Fátima. O estudo discute como a biblioteca pública apoia a economia criativa, amplia a visibilidade de pessoas afroempreendedoras e fortalece a cultura afro-brasileira em território periférico. Metodologicamente, trata-se de pesquisa básica, descritiva e qualitativa, desenvolvida por meio de pesquisa bibliográfica, análise documental dos relatórios institucionais da BMJS referentes a 2023 e 2024, observação direta, registros fotográficos e materiais audiovisuais. Os resultados indicam que a Expo BF Preta articula mediação da leitura, oficinas, rodas de conversa, feira criativa, apresentações culturais, debates sobre racismo estrutural e institucional, saúde mental da população negra e práticas de valorização da ancestralidade. Evidencia-se que a ação contribui para a geração de renda, o pertencimento comunitário, a circulação de saberes afro-brasileiros e o fortalecimento de redes locais. Conclui-se que a BMJS atua como território de transformação social, criatividade e aquilombamento, ao promover práticas bibliotecárias comprometidas com reparação histórica, justiça social e valorização da população negra.</p> 2026-10-14T00:18:59+00:00 Copyright (c) 2026 Folha de Rosto //periodicos.ufca.edu.br/ojs/index.php/folhaderosto/article/view/1517 Ações culturais na Biblioteca Pública Benedito Leite: 2026-10-14T01:08:02+00:00 Anna Julia Aires Mendes annaaju@hotmail.com Ynara Isabel Oliveira Mendes ynara.mendes@discente.ufma.br Marcio Ferreira da Silva marcio.ferreira@ufma.br <p>A Biblioteca Pública Estadual Benedito Leite se destaca como espaço de promoção da cultura e valorização da memória afro-brasileira, especialmente durante a celebração da Consciência Negra. Entre 2019 e 2024, a biblioteca desenvolveu ações culturais que visam reconhecer a contribuição afro-brasileira à sociedade e à história, ao mesmo tempo em que promovem reflexão sobre racismo e desigualdade. O presente estudo tem como objetivo analisar ações realizadas pela BPBL entre os anos de 2019 e 2024, no contexto das celebrações do Dia da Consciência Negra. A pesquisa é de caráter descritivo e qualitativo, incluindo levantamento bibliográfico, observação das atividades culturais como exposições, rodas de conversa, oficinas, contações de histórias, saraus e lançamentos de livros. Fundamenta-se em autores que discutem a relevância da cultura afro-brasileira e o papel das bibliotecas como espaços de inclusão e resistência. Os resultados evidenciam a importância das ações antirracistas, com destaque para iniciativas como a Estante Afro Mundinha Araújo e o Sarau Poético Mundinha Araújo, que atraíram milhares de visitantes e reforçaram o acesso a obras afrocentradas. A Oficina “Contação de Histórias como Prática Antirracista” também demonstrou a efetividade das práticas culturais na valorização da identidade negra. Conclui-se que a Biblioteca Benedito Leite atua como agente de transformação social, fortalecendo a representatividade afro-brasileira, promovendo inclusão cultural e educação antirracista, e consolidando seu papel na construção de uma sociedade mais plural e igualitária.</p> 2026-10-14T01:03:22+00:00 Copyright (c) 2026 Folha de Rosto //periodicos.ufca.edu.br/ojs/index.php/folhaderosto/article/view/1518 À procura do gênero e da sexualidade 2026-10-14T01:19:56+00:00 Fernanda Vitória Correa Bruce fernanda.ufam12@gmail.com Felipe Vlaxio Lopes felipevlaxio@ufam.edu.br André Luiz Avelino da Silva andre_luiz93@live.com <p>A pesquisa se propôs à compreensão do nível de qualidade dos descritores na indexação de documentos relativos à produção acadêmica sobre Gênero e Sexualidade. O objetivo geral pautou-se em investigar a indexação da produção acadêmica acerca dos temas de Gênero e Sexualidade em repositórios digitais de Instituições de Ensino Superior brasileiras, identificando tal produção nos repositórios de todas as regiões do Brasil, mapeando os descritores usados para indexação dos documentos depositados nos repositórios, e avaliando a qualidade dos descritores de indexação e sua recuperabilidade em buscadores da internet. Para tanto, a pesquisa foi executada como exploratória, a partir de uma abordagem comparativa e qualitativa, e fez uso do método da análise de conteúdo. Operacionalmente, as instituições e repositórios selecionados foram os seguintes: Região Norte: Repositório Institucional da Universidade Federal do Amazonas; Região Nordeste: Repositório Institucional da Universidade Federal da Bahia; Região Centro-Oeste: Repositório Institucional da Universidade de Brasília; Região Sul: Repositório Digital da Universidade Federal do Rio Grande do Sul; Região Sudeste: Repositório da Produção da Universidade de São Paulo. Os resultados apontaram que a produção acadêmica sobre Gênero e Sexualidade nos repositórios selecionados ainda é insuficiente, e os sistemas apresentam falhas na indexação, o que pode dificultar a recuperação dos trabalhos, limitando a busca e a filtragem a partir dos termos descritores. Espera-se, em vista disso, que esta investigação auxilie na potencialização da visibilidade dos trabalhos que abordam os temas de Gênero e Sexualidade no âmbito da comunidade científica.</p> 2026-10-14T01:15:42+00:00 Copyright (c) 2026 Folha de Rosto //periodicos.ufca.edu.br/ojs/index.php/folhaderosto/article/view/1523 As políticas de ações afirmativas e a luta antirracista em bibliotecas universitárias 2026-10-14T01:32:32+00:00 Camila Evelin Roque camilaeroque@gmail.com Dyego de Oliveira Arruda dyego.arruda@gmail.com <p>As Políticas de Ações Afirmativas (PAAs) perfazem iniciativas que almejam reparar desigualdades historicamente construídas, que surgem com base em processos estruturais de violência e discriminação. Podemos considerar – conforme sugerem Gomes, Silva e Brito (2021) – que a Lei nº 12.711/2012 é um dos exemplos paradigmáticos de PAAs no contexto brasileiro, uma vez que instituiu um amplo sistema de reserva de vagas para acesso de pessoas negras, indígenas, quilombolas e em situação de vulnerabilidade socioeconômica aos cursos das instituições federais de ensino. A presença, na universidade, de grupos que dela foram historicamente excluídos desvelou o modo como o racismo epistêmico se desdobra em espaços acadêmicos, inclusive nas bibliotecas universitárias (BUs). Nesse sentido, partimos da perspectiva de que as bibliotecas representam espaços de memória que, a despeito de estarem atravessadas pela lógica da colonialidade e do racismo, podem, ainda assim, constituir espaços de resistências e reexistências, desde que as vozes de sujeitos historicamente vulnerabilizados ecoem nas práticas que guiam a atuação das BUs. Diante deste contexto, o presente trabalho objetiva analisar as visões que estudantes usuárias/os de políticas públicas de ações afirmativas possuem sobre as BUs, bem como suas demandas para que se sintam acolhidas/os nesses espaços. Em termos metodológicos, a pesquisa apresentou uma abordagem qualitativa, em que foram colhidas histórias de vida e relatos de experiências de quatro estudantes de graduação e/ou pós-graduação que frequentam BUs e são também usuárias/os de PAAs em uma universidade federal brasileira. Em suma, os resultados apontam que as BUs representam espaços fundamentais para a permanência de estudantes usuárias/os de PAAs nas universidades. A despeito de as/os interlocutoras/es da pesquisa destacarem a importância do acervo, há uma demanda para que as BUs constituam espaços atravessados por práticas culturais calcadas na dimensão da oralidade e protagonizadas por mestras/es de saberes populares. Por fim, a pesquisa revelou ainda que as BUs precisam despir-se de barreiras que, em termos subjetivos, impedem que mais pessoas provenientes de grupos vulnerabilizados estejam nesses lugares.</p> 2026-10-14T01:29:58+00:00 Copyright (c) 2026 Folha de Rosto //periodicos.ufca.edu.br/ojs/index.php/folhaderosto/article/view/1526 Mapeamento do acervo da biblioteca escolar na perspectiva da temática étnico-racial 2026-10-14T03:39:38+00:00 Erinaldo Dias Valério erinaldodiasufc@yahoo.com.br Aureliana Lopes de Lacerda Tavares lianapb@gmail.com Tiago José da Silva tiago.silva@edu.olinda.pe.gov.br Luiz Guilherme Oliveira da Silva Lgluizguilhermeoliveira@gmail.com Arthur Henrique Feijó de Almeida arthur.feijo@ufpe.br Diogo Manoel Lopes da Silva diogo.manoels@ufpe.br Marcos Vinicius do Nascimento marcos.vnascimento@ufpe.br Eliane Sotério da Silva eliane.soterio@ufpe.br <p>Estuda a representatividade da temática étnico-racial no acervo da Biblioteca Gaston Manguinhos, da Escola Municipal em Tempo Integral Monsenhor Fabrício, em Olinda-PE. Objetiva mapear e caracterizar às obras relacionadas à temática, refletindo sobre o papel da biblioteca escolar na promoção da educação antirracista. Caracteriza-se como um estudo de caso, de natureza quali-quantitativa, exploratória e documental. Analisa 2.258 títulos do acervo, dos quais 109 abordam a temática. Evidencia que essas obras representam apenas 4,8% da coleção, além da predominância de autoria e ilustração ser de pessoas não negras. Constata-se também a necessidade de atualização e ampliação do acervo para atender às demandas da Educação das Relações Étnico-Raciais e às legislações vigentes. Conclui-se que a biblioteca possui potencial para fortalecer práticas educativas voltadas à valorização da diversidade e ao enfrentamento ao racismo, desde que sejam implementadas políticas de desenvolvimento de coleções que ampliem a representatividade de obras, de pessoas autoras e ilustradoras negras.</p> 2026-10-14T03:30:22+00:00 Copyright (c) 2026 Folha de Rosto //periodicos.ufca.edu.br/ojs/index.php/folhaderosto/article/view/1546 Fortalecimento identitário da pessoa negra por meio das atividades mediadoras em bibliotecas públicas baianas 2026-10-14T03:48:18+00:00 Ingrid Paixão de Jesus ingridpaixao191@gmail.com Tamires Neves Conceição taminc12@gmail.com Raniel José da Silva Júnior ranieltori@gmail.com <p>As bibliotecas públicas podem ser consideradas como espaços voltados à transformação social quando promovem serviços, ações e diálogos em prol da democratização do acesso à informação. Por isso, o objetivo geral desta pesquisa foi analisar as iniciativas do Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas do Estado da Bahia (SEBP -BA), que atua no fortalecimento identitário da população negra, abordando questões étnico- raciais por meio de atividades mediadoras que integram a literatura, arte, cultura e educação. Quanto à metodologia, a pesquisa caracteriza-se como qualitativa e descritiva, por meio do desenvolvimento do método de estudo de casos múltiplos, embasado na construção e experiências do SEBP – BA. Entre os resultados identificados, observou-se que as bibliotecas públicas podem contribuir com a formação crítica dos sujeitos por meio de projetos que tenham uma conotação voltada à informação étnico-racial, proporcionando que os mesmos alcancem uma tomada de consciência que influenciará tanto em sua vida como na vida do outro por meio de iniciativas e ações tais como os projetos apresentados.</p> 2026-10-14T03:47:17+00:00 Copyright (c) 2026 Folha de Rosto //periodicos.ufca.edu.br/ojs/index.php/folhaderosto/article/view/1529 Competência em informação antirracista na formação de estudantes de Biblioteconomia e Gestão da Informação: 2026-10-14T17:20:59+00:00 Erinaldo Dias Valério erinaldodiasufc@yahoo.com.br André Avelino acadproduc@gmail.com Ísis Trindade da Silva Cunha isis.cunha@ufpe.br Édla Barbosa de Santana edla.barbosa@ufpe.br <p>Este artigo discute a importância da competência em informação antirracista na formação de estudantes de Biblioteconomia e Gestão da Informação no Brasil. Objetivou-se investigar seu desenvolvimento em estudantes desses cursos, considerando suas percepções e os processos de acesso, seleção e avaliação de informações étnico-raciais. O estudo parte da compreensão de que a luta contra o racismo deve estar integrada à educação antirracista, contribuindo para a formação de profissionais conscientes e preparados(as) para enfrentar desigualdades sociais. A pesquisa, de caráter exploratório e descritivo, foi realizada com discentes de 28 universidades públicas brasileiras. Os resultados evidenciam que, embora 96,4% dos(as) estudantes reconheçam a importância das habilidades de informação para uma prática antirracista, permanecem lacunas na formação acadêmica. Apenas 53,3% afirmam que seus cursos oferecem disciplinas que abordam questões raciais, indicando que parte significativa dos(as) alunos(as) não tem acesso institucionalizado a esse debate. Conclui-se que, apesar do interesse dos(as) discentes e do reconhecimento da relevância do tema, a ausência de disciplinas específicas e o baixo engajamento na busca por conteúdos externos aos cursos demonstram que a formação ainda é insuficiente.</p> 2026-10-14T03:58:04+00:00 Copyright (c) 2026 Folha de Rosto //periodicos.ufca.edu.br/ojs/index.php/folhaderosto/article/view/1514 Competência em informação e equidade racial na formação médica 2026-10-20T08:50:07+00:00 Maurício José Morais Costa mauriciojosemorais@gmail.com Bruno Fortes Luce brunofluce@gmail.com Italo Teixeira Chaves italo.chaves99@gmail.com Marckson Roberto Ferreira de Sousa marckson.dci.ufpb@gmail.com Maria Cleide Rodrigues Bernardino cleide.rodrigues@ufca.edu.br <p>Estudo que objetiva analisar como as implicações da Competência em Informação (CoInfo) se manifestam na aprendizagem sobre os marcadores sociais da diferença e a equidade racial na unidade curricular Educação das Relações Étnico-Raciais do curso de Medicina de um centro universitário de São Luís, Maranhão. Trata-se de estudo básico e descritivo, de abordagem quali-quantitativa, desenvolvido por meio de levantamento bibliográfico, intervenção pedagógica, observação participante e questionário misto aplicado via Microsoft Forms. A turma investigada reuniu 60 estudantes, dos quais 40 participaram do estudo. As respostas abertas foram examinadas por análise de conteúdo, mediante categorias semânticas e léxicas, enquanto os dados fechados foram tratados descritivamente. Antes da atividade, 75% dos participantes declararam desconhecer o conceito de CoInfo, embora 72% avaliassem positivamente suas próprias habilidades informacionais. Nas práticas de pesquisa relatadas, predominaram fontes acadêmicas, com presença também de redes sociais nas buscas relacionadas às questões raciais. Os estudantes atribuíram aos mapas conceituais contribuições para a organização, síntese e integração de informações, além de relatarem fragilidades na seleção de dados e diferenciação de fontes confiáveis. Os achados sugerem que a mediação da CoInfo apresenta potencial para contribuir com uma formação médica crítica e orientada à equidade racial.</p> 2026-10-20T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2026 Folha de Rosto