Relações possíveis entre felicidade, sociabilidade e justiça social a partir de uma ótica agostiniana

  • Ricardo Evangelista Brandão Instituto Federal de Pernambuco IFPE
Palavras-chave: Justiça social, Amor, Felicidade.

Resumo

RESUMO: Desde o primeiro capítulo do Livro XIX do “Sobre a Cidade de Deus” Agostinho explica e confronta, ou melhor, explica na intenção de confrontar as várias interpretações dos filósofos acerca do que seria o sumo bem e o sumo mal, com o objetivo de explicitar qual seria o sumo bem mais adequado à Cidade de Deus, e obviamente apontar se a cidade terrena compartilha com a primeira cidade esse sumo bem. Nesse breve artigo, iremos analisar se segundo o hiponense, a felicidade que todos concordam ser o supremo bem humano, se traduz em viver em sociedade, e levando-se em consideração o fato de que muitos sofrimentos como as injustiças sociais são fruto das relações sociais, investigaremos a possibilidade de ter paz e felicidade a despeito desses sofrimentos presentes na vida em sociedade. Levando em consideração a extensão da obra agostiniana, delimitaremos nosso estudo no livro XIX do “Sobre a Cidade de Deus” e em vários fragmentos do “Comentário à Primeira Epístola de São João” que versam sobre esse assunto.

Biografia do Autor

Ricardo Evangelista Brandão, Instituto Federal de Pernambuco IFPE

Doutor em Filosofia (2016) pelo Programa de Doutorado em Filosofia da Universidade Federal de Pernambuco. É Mestre em Filosofia (2011) pelo Programa de Pós-Graduação em Filosofia da Universidade Federal da Paraíba (Conceito Capes 4). Possui graduação em Filosofia (Licenciatura Plena) pela Universidade Católica de Pernambuco (2008). Atualmente é professor efetivo do Instituto Federal de Pernambuco, campus Caruaru. Na mesma instituição é Líder do grupo de pesquisa denominado Grupo de Estudos e Pesquisas Interdisciplinares em Educação e Ciências Humanas. Membro do GT/ANPOF Agostinho de Hipona e o Pensamento Tardio-antigo. Tem experiência na área de Filosofia, com ênfase em História da Filosofia Patrística e Medieval, atuando principalmente em assuntos ligados à Filosofia da Natureza, Filosofia da Religião, Estética, teoria da Justiça antiga e medieval, bem como Cosmologia Filosófica em Santo Agostinho e em seus principais aportes teóricos Plotino e o Maniqueísmo. Atualmente desenvolve no IFPE uma pesquisa na condição de coordenador e pesquisador de um projeto de pesquisa na área de filosofia política em Agostinho e em suas fontes teóricas.

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Publicado
2020-10-02
Como Citar
Brandão, R. E. (2020). Relações possíveis entre felicidade, sociabilidade e justiça social a partir de uma ótica agostiniana. ARARIPE - REVISTA DE FILOSOFIA , 1(1), 133-149. Recuperado de //periodicos.ufca.edu.br/ojs/index.php/araripe/article/view/625