Ética e Boas Práticas

Ética, boas práticas e relação com as comunidades

A Revista EntreAções: diálogos em extensão está comprometida com a integridade editorial, o respeito às comunidades e a divulgação responsável das ações de extensão.

Esta política apresenta as responsabilidades das pessoas autoras, avaliadoras e editoras envolvidas no processo de submissão, avaliação e publicação dos trabalhos, incluindo artigos, relatos de experiência, entrevistas e outras produções técnico-científicas de extensão.

 

1. Autoria e participação no trabalho

Só deve constar como autora ou autor quem tiver participado efetivamente da atividade relatada e contribuído de maneira relevante para a elaboração do trabalho.

Espera-se que as pessoas indicadas como autoras tenham participado de etapas como:

  • planejamento ou realização da atividade;
  • produção, organização ou análise das informações;
  • elaboração ou revisão crítica do texto;
  • aprovação da versão final encaminhada à revista.

Todas as pessoas autoras devem conhecer o conteúdo submetido e assumir responsabilidade pelo trabalho.

Quando a ação de extensão envolver estudantes, profissionais, instituições, movimentos sociais ou integrantes das comunidades, essa participação deve ser reconhecida no texto, mesmo que essas pessoas não atendam aos critérios de autoria formal.

O reconhecimento poderá ser realizado na descrição da atividade, nos agradecimentos ou em outra seção apropriada.

 

2. Originalidade e uso indevido de outros textos

Os trabalhos submetidos devem ser inéditos e não podem estar em processo de avaliação por outra revista.

Não é permitido apresentar como próprio, no todo ou em parte, conteúdo produzido por outras pessoas sem a devida indicação da fonte.

A revista utiliza o sistema Plagius para auxiliar na identificação de semelhanças entre o trabalho submetido e outros conteúdos disponíveis.

A existência de semelhanças não caracteriza automaticamente plágio. Os resultados serão analisados pela equipe editorial, considerando:

  • o contexto em que os trechos aparecem;
  • o uso adequado de citações;
  • a indicação das fontes;
  • a extensão das correspondências encontradas;
  • a possível reutilização indevida de textos anteriormente publicados pelas próprias pessoas autoras.

Quando forem identificados problemas, a revista poderá solicitar esclarecimentos ou correções, suspender a avaliação ou rejeitar o trabalho.

 

3. Respeito às comunidades e às pessoas participantes

Os trabalhos devem apresentar as ações de extensão de maneira respeitosa, responsável e coerente com a dignidade das pessoas e das comunidades envolvidas.

A comunidade não deve ser tratada apenas como objeto de intervenção, fonte de dados ou cenário da atividade. Sempre que possível, o texto deve reconhecer sua participação na construção, realização e avaliação da ação extensionista.

Devem ser evitadas descrições que:

  • reforcem preconceitos ou estereótipos;
  • exponham pessoas a constrangimento;
  • apresentem grupos sociais de forma inferiorizada;
  • desconsiderem saberes, experiências e formas de organização das comunidades;
  • divulguem informações que possam causar danos às pessoas envolvidas.

É necessária atenção redobrada quando o trabalho envolver crianças, adolescentes, pessoas idosas, pessoas com deficiência, povos e comunidades tradicionais, pessoas em situação de vulnerabilidade social ou outros grupos sujeitos a discriminação, exposição ou violência.

 

4. Uso de nomes, imagens e falas

Quando o trabalho permitir identificar pessoas ou grupos por meio de nomes, fotografias, vídeos, áudios, falas, depoimentos ou outras informações, é necessário ter autorização para a publicação.

As pessoas autoras devem informar, quando solicitado pela revista, como o consentimento foi obtido.

Quando não houver autorização para identificar as pessoas participantes, deverão ser adotadas medidas para proteger sua identidade, como:

  • retirada dos nomes;
  • utilização de nomes fictícios;
  • ocultação de rostos ou elementos identificadores;
  • exclusão de informações que permitam reconhecer a pessoa ou o grupo.

O consentimento para participar de uma atividade de extensão não significa, por si só, autorização para publicar nomes, imagens ou depoimentos. A autorização para divulgação deve ser clara e compatível com o conteúdo publicado, observada a legislação pertinente, como a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD, Lei 13.709/2018).

 

5. Trabalhos que envolvem pesquisa com seres humanos

Nem todo relato de experiência de extensão constitui pesquisa com seres humanos.

Entretanto, quando o trabalho apresentar uma pesquisa que envolva participantes, coleta sistemática de dados, aplicação de questionários, entrevistas, intervenções ou outras atividades submetidas às normas éticas de pesquisa, as pessoas autoras deverão informar:

  • o Comitê de Ética em Pesquisa responsável pela análise;
  • o número do parecer de aprovação;
  • as informações sobre consentimento dos participantes, quando aplicável.

Quando a pesquisa estiver dispensada de apreciação ética, as pessoas autoras deverão apresentar a justificativa ou a base normativa correspondente, caso essa informação seja solicitada pela equipe editorial.

A responsabilidade por verificar a necessidade de submissão ao Comitê de Ética em Pesquisa é das pessoas autoras e de suas instituições.

 

6. Conflito de interesse

Existe conflito de interesse quando uma relação pessoal, profissional, institucional, acadêmica ou financeira pode interferir, ou parecer interferir, na análise imparcial de um trabalho.

O conflito pode envolver pessoas autoras, avaliadoras ou integrantes da equipe editorial. São exemplos de possíveis conflitos:

  • participar do mesmo projeto de extensão relatado;
  • integrar a mesma equipe de trabalho ou grupo diretamente envolvido na atividade;
  • possuir relação pessoal próxima ou conflito pessoal com alguma das pessoas autoras;
  • ter vínculo financeiro ou interesse institucional relacionado ao conteúdo do trabalho;
  • ter colaborado recentemente com as pessoas autoras;
  • ter participado diretamente da elaboração do manuscrito.

A existência de conflito de interesse não significa necessariamente que houve conduta inadequada. No entanto, a situação deve ser informada à equipe editorial para que sejam adotadas as providências necessárias.

Quando uma pessoa avaliadora declarar conflito de interesse, ela será substituída por outra. Quando o conflito envolver uma pessoa da equipe editorial, o trabalho deverá ser acompanhado por outro integrante que não tenha relação direta com a submissão.

 

7. Responsabilidade das pessoas avaliadoras

As pessoas avaliadoras devem analisar os trabalhos com imparcialidade, respeito e confidencialidade. Não é permitido:

  • utilizar informações do trabalho antes de sua publicação;
  • compartilhar o manuscrito com outras pessoas sem autorização;
  • avaliar trabalhos quando houver conflito de interesse;
  • fazer comentários ofensivos, discriminatórios ou dirigidos à pessoa autora;
  • utilizar a avaliação para impor citações sem justificativa acadêmica ou editorial.

O parecer deve se concentrar na qualidade, na clareza, na relevância e na adequação do trabalho à proposta editorial da revista.

 

8. Responsabilidade da equipe editorial

A equipe editorial deve conduzir o processo de avaliação de maneira justa, confidencial e transparente.

As decisões editoriais devem considerar a qualidade e a adequação do trabalho, sem discriminação relacionada a origem, gênero, raça, etnia, religião, orientação sexual, condição social, deficiência, vínculo institucional ou posição política das pessoas autoras.

A equipe editorial poderá solicitar esclarecimentos, documentos, autorizações ou correções sempre que houver dúvidas sobre aspectos éticos, autoria, originalidade, consentimento ou conflito de interesse.

 

9. Correções, denúncias e situações de descumprimento

Caso seja identificado erro relevante, problema ético ou descumprimento desta política, a revista poderá:

  • solicitar esclarecimentos às pessoas envolvidas;
  • pedir correções antes ou depois da publicação;
  • interromper o processo de avaliação;
  • rejeitar o trabalho;
  • publicar correção ou retratação;
  • retirar o trabalho, nos casos de maior gravidade;
  • comunicar a situação às instituições responsáveis, quando necessário.

As decisões serão tomadas considerando a natureza do problema, sua gravidade, seus efeitos e as explicações apresentadas pelas pessoas envolvidas.

Dúvidas, comunicações ou denúncias relacionadas à ética e às boas práticas editoriais podem ser encaminhadas para: revistaentreacoes.proex@ufca.edu.br

As comunicações serão analisadas com responsabilidade, confidencialidade e respeito às pessoas envolvidas.